Tomorrow comes today

Eu quero uma Hattori Hanzo...

. Recentemente, todas as vezes em que fui ao cinema, propagandas exclamaram na grande tela antes da sessão começar, e eu, sem pensar duas vezes, não pude deixar de questionar que absurdo é esse acontecido: pago para perder meu tempo diante de comerciais. Bom, última sessão em que reclamei disso foi na segunda vez que assisti “Kill Bill Volume I”. No meio do filme, me dei conta de uma cena onde o avião sobrevoa um amontoado de prédios onde estão enunciadas mais propagandas que os cinco minutos antes do filme começar. No entanto, o que me chamou a atenção de fato não foi a cena, ela serviu apenas como ponto de percepção para outros detalhes: o avião em que Beatrix Kiddo viajava, o tênis com o qual ela chutava, o carro que ela usava e até a Hattori Hanzo que ela utilizava para cortar seus inimigos. Hoje, se você quiser, você pode comprar uma daquelas espadas na internet. Quando percebi essas coisas não reclamei, é claro. Dei-me conta de uma questão não sobre as mídias em si, mas sim sobre seu lugar e sua contaminação. O que está sendo mídia ou lugar de construção midiática e o que se apossou de tais valores para uma certa “sobrevivência” social? Mais importante: se colocarmos esses dois lugares de enunciação lado a lado, como saber suas distinções? Ficam lado a lado como parece ou se mesclam sobre seus métodos?


O processo, Homer Simpsom e Oliviero Toscani.

. É ilusório pensar que no cotidiano é automático tender a um processo midiático. É preciso um esforço geral a longo prazo pouco visto na sociedade fora do âmbito das mídias. Disponibilizamos o que pretendemos dizer dentro de parâmetros como visibilidade ou lugares de participação social, de enunciação, tudo dentro de prazos, vozes e tipos pré-estabelecidos. É como pegar a coisa, seus valores e percepções e deixarmos ela mais parecida com ela mesma, porém com outro método. Um bom exemplo disso são os cartões postais publicitários, distribuídos gratuitamente por diversos lugares. Continuam sendo cartões postais lindos, com fotografias ou desenhos maravilhosos, que remetem a uma imagética diversa que vai de Simpsons à Henri Cartier-Bresson. Está tudo disponível, para todos. Já entrei em bares apenas para pegar esses cartões. Tenho uma coleção enorme e guardo-os junto aos cartões postais “clássicos”. Já mandei alguns para pessoas queridas e todos foram recebidos da mesma forma que uma foto da minha cidade. Por que isso acontece se o cartão com a metade da cabeça do Homer Simpson dizendo sobre o lançamento do DVD também está lá, no destinatário?! Garanto que não é a criação de uma mídia nova nem a utilização direta do cartão postal que altera o sentido dessa situação. É um processo de midiatização factível, não com ampliação de termos, formatos ou visibilidade, mas sim como lugar de ressignificação do próprio objeto dentro do processo de percepção da informação a ser passada e da valoração a ser adquirida, a memória e o seu parecer sobre o acontecimento cercado por produtos midiáticos. A lembrança ou o que ela remete é igual ou quase a um cartão postal normal. É tão ou mais romântico receber um jokerman – esses “cartões postais” – de “Mensagem para você” do que uma foto de um casal qualquer se beijando meio a cidade remetente. Isso talvez seja mais visível no caminho inverso, também já posto, por exemplo claro e destacável na mídia, através das propagandas da Benneton ou se preferir, pois são a mesma coisa, pelas fotografias utilizadas por Oliviero Toscani. Uma prova da criação desse espaço midiático é que hoje temos a Fabrica (www.fabrica.it) e não mais uma agência de publicidade.

. Vemos então que não se diferencia mídias fazendo listas de características ou indicando suas origens e lugares. Há uma névoa indicativa se colocando sobre tal espaço. Comparação complicada, mas pertinente, é dizer que há um poder de instauração se estabelecendo nas mídias. Algo como defender conceitos de arte como um processo instaurador, não se tratando apenas de deslocamento, autor, composição ou qualquer faceta criadora da arte. Ela é arte por que houve um indício, uma pista, não do seu caráter artístico, mas do seu poder de se instaurar como arte. A mídia parece seguir pelo mesmo caminho. São seus indícios. Há uma noção midiática que permeia a sociedade e que indica se a coisa é ou não mídia. E se a dúvida persistir, suspeito que muitos dirão que a coisa é mídia.

. Exemplos como esse, sobre objetos ou lugares midiáticos aqui apresentados, são um lugar indicial para uma discussão sobre alteração da percepção do cotidiano das nossas vidas. Os dedos instauradores não definem claramente as mídias, os objetos ou lugares conservam tudo o que sempre foram, porém a percepção deles se altera para um âmbito midiático ou inverso, caso ele já seja mídia. Aí é que se coloca algo preocupante: no lugar onde se constrói questões sobre memória, lugares de freqüência e sentimentos pela comunicação, há um espaço se reservando e se formando como mídia não direta, algo como um lugar de características e formatos pré-instalados com valores e percepções retirados do campo da comunicação. Visivelmente, a História e o Trabalho são dois pontos chaves de lugares a estarem se abrindo, ou talvez já abertos, para um espaço midiatizado.


Por que Cineminha e não museuzinho?

. Em uma das conversas finais de “Imaginary Witness: Hollywood And The Holocaust”, documentário dirigido por Daniel Anker onde diversas figuras atuantes no cinema falam sobre a representação da Segunda Guerra Mundial na cinematografia americana, percebi um questionamento sobre a autenticidade e a veracidade das informações sobre o holocausto dentro de representações audiovisuais, principalmente das ficções. Um dos pontos abordados foi o de que as questões políticas, humanas, de valoração e de história já estão localizadas e definidas dentro de determinados parâmetros, no entanto, o cotidiano, a vivência daquele período não terá a mesma cristalização. Daqui a 15 ou 20 anos não haverá mais pessoas que estavam lá para dizer se tais cenas são ou não fiéis, virando tudo informação superficialmente semelhante. Uma espécie de fim da presença física que autorizava uma ficção verossímil. Mas a problemática principal não é essa. O registro histórico já foi feito tanto em museus, livros, fotografias ou como no cinema ficcional. Já é história, se não de fatos, de mídia. Registro. A questão é a percepção sobre esses registros históricos e a disputa de memórias e lugares de frequência histórica que envolvem e problematizam a capacidade e o poder de transformação de valores através desses lugares. O que o filme ou um museu, por exemplos dados, passarão para os espectadores é questão dada a eles, mas os métodos que ambos usam para serem os pontos de construção de valor, memória e frequência é que ampliam e destacam o processo de midiatização.

. Para tornar uma informação mais fiel aos sentimentos históricos e aos afetos públicos, não transformamos o cinema em um museu ou criamos um museu dos melhores filmes sobre tal assunto. Pelo contrário, transformamos o museu numa mídia continuada, ou melhor, num método de aprendizado e de memória em diversas mídias e suas capacidades de referencial. Ir ao “The United States Holocaust Memorial Museum” em Washington é tão ou mais midiático quanto assistir a uma estréia de um filme sobre o Holocausto. A informação, a experiência, as sensações podem ser distintas, porém o formato da construção histórica é elaborado dentro de uma produção midiática, tanto no cinema quanto em museu desses. E é nesse momento, quando estamos a diferenciar as informações cedidas por meios completamente diferentes, que os métodos – se não iguais, muito semelhantes – entram em ação e ressignificam o lugar da memória, dos afetos públicos, da frequência e da percepção histórica.


Na verdade prefiro ir trabalhar...

. Nada longe desse processo de midiatização, as relações de trabalho e o seu cotidiano entram na discussão colocando o indivíduo como o próprio indício, a pista do processo midiático. O lugar do trabalho está mudado para algo tão esquemático quanto o tempo, como uma grande estrutura lógica organizada por informações cadenciadas. Houve uma perda espacial, de relação e de método perante a organização de trabalho. Exemplo: em 2005 trabalhava em três tarefas totalmente distintas e não precisava ir em nenhum lugar, muito menos me colocar em determinadas relações e métodos. Era: trabalhe, apresentação, produto final e pronto, acabou. O que importava era o término, o resultado e a troca de produtos.

. Outro exemplo, porém ampliando tal lógica: sempre conto sobre um amigo que parou de trabalhar para ganhar dinheiro jogando poker virtual, o “novo trabalho” dele. Sempre contava desse jeito como acabei de contar. Falava isso e depois falava sobre como ele jogava e como ele ficava seis horas frente ao computador e recebia bem por isso. Mas o que chama a atenção são as diversas outras facetas que ainda persistem ao lado do trabalho e do dinheiro, visivelmente, não como antes. O espaço se reconfigurou para um movimento, uma ação. O espaço não depende do lugar e sim da capacidade de certos lugares disponibilizarem métodos eficazes de organização e realização das tarefas. Para ganhar dinheiro jogando porker virtual, por exemplo, não precisamos ter um computador. Isso pode ser tercerizado como muitas empresas fazem em qualquer outra área e, dependendo dos gastos pode ser bem vantajoso fechar pacotes mensais em lan houses até conseguir comprar um computador e uma conexão a cabo só para isso. O mais importante reparar aqui é que teoricamente não houve a mudança, deslocamento de um trabalho para outro, como uma troca de empregos. Ele não saiu de uma empresa para subir de cargo ou mudar de função no mercado de trabalho. A mudança é dada em outro âmbito: o trabalho só é trabalho por continuidade em utilizar quase tudo que o emprego absorveu, da questão sobre o tempo à reutilização de pequenos processos midiáticos como a propaganda e a relação entre as pessoas da área, o network. Posso afirmar facilmente, sem que isso seja algo destacável na mídia, que meu amigo joga poker virtual e esse é o novo trabalho dele, novo trabalho sem aspas. É como uma troca de referências: isso não é mais explosivamente midiático, não ganha mais espaço direto, porém não quer dizer que o fato dele trabalhar jogando poker virtual não está posto como algo mais midiatizado do que nunca.

. Outro exemplo é meu tio que após 35 anos numa grande empresa multinacional foi demitido porque a nova diretoria achou pertinente renovar os funcionários para dinamizar o espaço de trabalho, tudo isso como algo inovador. Após seis anos desempregado, a mesma empresa, depois de mudar a diretoria mais uma vez, teve como principal movimento, recontratar funcionários que ajudaram a empresa a se construir. Era preciso fortalecer as relações no trabalho, agora isso sendo o inovador. Resultado: meu tio foi recontratado e tudo ficou bem de novo, como nos velhos tempos. No entanto, há uma percepção diferenciada para tal contratação na relação de trabalho. Como se o tempo gasto e a necessidade de ter essa experiência ao lado – mesmo que meu tio não a tenha mais de fato – fosse o ponto fortalecedor. É a ampliação da visibilidade da empresa, da sua semelhança com os bons costumes e com as antigas, fortes e honestas relações. Aqui o meu tio não faz o produto final, pois para o bem maior da empresa, nem meu tio é o produto. Ele é a pista, o indício, pois o principal produto aqui são seus antigos 35 anos de trabalho junto a empresa.

. Completamente oposto, mas seguindo os mesmos métodos da alteração de significado, é o jovem atuante durante os cinco ou seis anos em que meu tio estava fora da multinacional. Onde ele se encaixa nessa necessidade e exposição sobre o cotidiano? Sabemos que ele não a tem. Ele ganhará, como uma ressignificação do seu trabalho, não um espaço ou uma vantagem perante todos, um tempo. É nesse processo que se encaixam novas pautas curriculares tão midiáticas quanto a própria mídia empresarial. Ações, resultados, flexibilidade e dinamismo: termos que servem como suporte, algo semelhante ao tempo no momento de trabalho operariado. Que restaurante hoje em dia não gostaria de colocar embaixo do seu nome a frase “desde de 1900a.C.”? É qualitativavente o mesmo processo. É um significado remodelado num momento onde o emprego não possui seu lugar, seu espaço físico. Até o empregador desapareceu. Não há lugar para apontar. É tão impreciso quanto uma notícia, quanto uma mídia. E é nesse movimento de alterações na percepção que se dão por soluções as relações midiáticas: você precisa ver mais e perceber mais para entender, a crítica precisa apontar, é preciso estudos e linhas, logotipos e cores, curriculum vitae em DVD com foto, indicações de amigos, produtos em mídias diversas. Como se fosse mais uma espécie de inovação. É nisso que o trabalho se altera de tal forma a se encaixar em determinadas situações como uma pergunta, simples e direta: atualmente ele é mídia ou não? E se a dúvida persistir de novo, suspeito, agora em maior nível, que muitos dirão que é mídia, tanto para um novo produto dentro de casa, como um novo emprego de alguém da família.


O dia em que mães e partidos políticos usarem MSN.

. Adoro Gorillaz. Umas das melhores bandas atualmente. Certo dia estava indo de carro para casa com minha prima quando começou a tocar “Tomorrow Comes Today”. Falei que achava a melhor música deles, mas não falei que a adoro por que é um excelente jeito de dizer o que eles são e toda essa coisa de mídia que os envolve. Quando falei aquilo, minha prima olhou para mim e disse que também achava essa uma das melhores, mas que ela não podia ouvir sozinha porque começava a chorar. “Acho a letra muito igual a minha vida de hoje” ela disse. Ficamos em silêncio até a porta da casa dela, sem mais palavras. Nunca tinha percebido que a letra não falava diretamente de um produto tão explicitado quanto Gorillaz, não sabia o que dizer. Percebi somente muito tempo depois que relações como essas são recordações e pontos chaves tão iguais quanto uma foto de família, não no sentido de explorar os sentimentos pelas mídias, mas pelo simples fato de isso não ser mais percebido separadamente. As referências apontam não para um lugar inovador, uma nova banda virtual que toca seu coração, mas indicam cautelosamente para essa ressignificação da memória e para um lugar de enunciação alterado.

. As relações de curto prazo se utilizam muito desse tipo de processo. Não há como se colocar em um lugar de frequência que não necessite de um “acelerador” das relações. É dado. Numa empresa você conversa com todos, de todas as formas sendo que o outro lado da linha está de fato do outro lado da linha, na sala ao lado. É mais rápido, rende mais. Converso com meu primo só no MSN e quando casualmente nos encontramos, temos até piadas só nossas. É um lugar de frequência não evidenciado, mas totalmente programador das nossas relações. É mais uma vez o indício de um processo de midiatização posto quase transparente. Minha mãe me ligava umas três vezes por semana. Hoje, raramente falo com ela pelo telefone. Ela aprendeu a usar o MSN, o Orkut e o Google Talk. “Mais barato e dá pra falar mais...” ela disse. Nada diferente do mundo e do tempo do trabalho. É nesse nó que se instala o movimento que começa se inserir dentro das casas. É o mesmo processo dos exemplos anteriores. A coisa ainda é meio, mas é também uma interjeição midiática tão forte e necessária como se fosse apenas um telefone. Importante ressaltar que não é, apesar de não haver aqui um indício direto do processo de midiatização, apenas mais um meio de comunicação. Há o movimento de alteração da relação cotidiana e do lugar de quem fala. Como há no emprego. E dessa forma, como entrelaçados, o trabalho não se dispersou da imensa relação construída entre ele e a família. Mais importante e mais relevante notar é que ele não deixa de possuir diversas intersecções alteradas e permeadas pela mídia. E nesse processo, mesclando tais pontos de mídia e de lugares de diálogos cotidianos remodelados da família é que percebemos o indício do processo de midiatização ampliado para o espaço familiar. Diferente do trabalho, não está no entendimento do processo ambíguo. Já é parte, como se estivesse dentro da própria casa, sem deslocamentos físicos de fora para dentro ou de dentro para fora sendo isso muito importante ressaltar: está lá, é palpável, como algo já instaurado, e mais complexo ainda, midiatizado.

. Talvez o caminho inverso seja mais amedrontador. O antigo ICQ, por exemplo, pôde ingressar na minha vida como um mídia integrada as minhas relações pessoais a ponto de se tornar memória e lugar de frequência passada, algo tão afetivo e casual quanto lembrar do meu primeiro filme no cinema ou do meu colegial. É minha história. No entanto a aproximação inversa é preocupante, surgindo a mesma problematização do cartão postal com relação ao processo de midiatização, pois o MSN hoje, que é preciso se filiar para usar, ter semelhanças a uma espécie de associação, é extremamente distinto de um filiação, como a política partidária por exemplo, se parecer com algo tão midiático quanto o MSN. O partido Verde já tentou me adicionar como amigo no Orkut quatro vezes.


Gostaria muito que o texto tivesse trilha sonora.

. Sempre comparo quaisquer produtos audiovisuais com o cotidiano para posicionar lugares de enunciação, de frequência ou memória. Não que eu não tenha fatos próprios. Mas os espaços que estão claramente midiatizados têm, se não mais evidentes esses tais pontos, mais indícios. Aqui tentei fazer diferente. Mais pessoal. Talvez tenha achado essa posição o mais pontual do texto. É o lugar e a direção dada apontando como o próprio indício dos fatores de mídia. Isso sem deixar de ser um grande lugar de força enunciativa e de memória. Não poderia falar de um filme e constituir minha memória e meus lugares formadores fora do meu cotidiano. Seria como informação guardada e negadora do processo de midiatização e de história. É evidente que cito e falo das mídias, mas levo em consideração a problemática sobre níveis pessoais para uma exemplificação mais verossímil. É nesse movimento entre as partes que o processo de midiatização ganha força e concebe uma alteração na questão da memória, trazendo junto uma maior cautela sobre a formação do olhar sobre essa referência. A percepção sobre o lugar de quem fala e de quem ouve não é mais apenas o sofá perante a caixa com anteninhas. É facetado, como uma desconstrução narrativa através da montagem.

. Outro ponto: a escolha. Por mais redundante que pareça, ainda é decisiva. E é nesse ponto que se não há decisão, a memória acaba por se desprender e possivelmente perder algo, independente de ser uma memória sua, mais próxima ou mais midiática como o simples jokerman do Homer Simpson. Qualquer uma que seja a sua construção de memória e de história, a coisa toda é sua de qualquer jeito, guardada como indício no indivíduo, midiatizada ou não, independente do que a pessoa seja. A construção seguinte, a passagem ou o lugar que dirá o que será sentido adiante é incabível aqui, restando um jogo entre o cuidado da percepção, o lugar de enunciação, o tempo que isso está levando e a memória que está guardando todas essas escolhas e não escolhas.

---
para a disciplina História Social da Cultura | Universidade Estadual de Campinas.
Campinas, 20 de junho de 2006.



Trilha Sonora

Belle and Sebastian. IN: If you felling sinister. The Stars Of Track And Field, Like Dylan In The Movies, Get Me Away From Here, I'm Dying, If You're Feeling Sinister, Judy And The Dream Of Horses
Gorillaz. IN: Demon days. Last living souls, Dirty Harry, Feel good Inc., El manana, November has come.
Gorillaz. IN: Gorillaz. Re-Hash, Tomorrow comes today, Sound check, Slow country.
Incubus. IN: A crow left of the murder. Talk show on mute.
Los Hermanos. IN: 4. O vento, Condicional.
Los Hermanos. IN: Bloco do eu sozinho. A flor, Retrato pra Iaiá, Cadê teu suin.
Los Hermanos. IN: Ventura. Tá bom, Último romance, O velho e o moço, Além do que se vê.
The Strokes. IN: First impressions of earth. You live only once, Juicebox, razorblade.
The Strokes. IN: Is this it. Someday, Last Nite, The Modern Age, Hard To Explain.


Bibliografia

ANSART, Pierre. História e Memória dos Ressentimentos. IN: Naxara, Márcia & Bresciani, Stella (org.). Memória (res)sentimento. Ed. Unicamp, 2001.
ANSART, Pierre. Amores Públicos. Revista da UFUB, 2001.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e Holocausto. Zahar Eds, 1998.
CANCLINI, Nestor. O Porvir do Passado. IN: Culturas Híbridas. Edusp, 2000.
CHARTIER, Roger. À beira da falésia. Cap.: O mundo como representação. Ed. Da UFRGS, 2002.
DELEUZE, Gilles. Post-Scriptum sobre as sociedades do controle. IN: Conversações, 1972-1990. Ed. 34, 1992.
FOUCAULT, Michel. Nietszche, a genealogia e a história. A governamentabilidade. IN: Microfísica do poder. Graal, 1984.
FREUD, Sigmund. O mal-estar da civilização. IN: Obras psicológicas de Sigmund Freud.
GINZBURG, Carlos. Sinais: Raízes de um paradigma indiciário. Mitos, Emblemas e Sinais. Cia das Letras, 1989.
GIRARDET, Raoul. Idade de ouro. IN: Mitos e mitologias políticas. Cia. das Letras, 1987.
LEVI, Primo. Os afogados e os sobreviventes. A memória da ofensa. Paz e Terra, 1990.
SENNET, Richard. A corrosão do caráter. Record, 2005.
SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Cia das Letras, 2003.
THOMPSON, Edward Palmer. Costumes em comum. Estudos sobre a Cultura Popular Tradicional. Cia das Letras, 1998.

0 comentários: